
Um amor não substitui o outro. As coisas não são substituíveis. É certo que uma coisa pode ocupar o lugar que era de outra, mas não vai substituí-la. As coisas não são iguais. Se as coisas fossem iguais não precisaríamos de músicas diferentes para amores diferentes. Ou de apelidos diferentes. Ou de formas diferentes de amar.
As coisas mudam, a vida segue um fluxo que não tem como parar. As águas de um rio incorporam novos sais, novas vidas, novas temperaturas, novos ambientes, novas raízes. Mas a água que chega ao mar é a mesma que brotou da terra. A diferença é que essa água pode chegar tanto limpa quanto suja. A água em si, será a mesma. Mas as transformações pelas quais ela passou serão ditas pelo que vem de fora, pelo que ela não pode controlar. Por que a água de um rio segue, mas não pode segurar ou impedir que algo de ruim mergulhe, que algo que a destrua faça parte, divida o rio. A água está para a alma assim como o leito está para o corpo. O amor é tudo aquilo que o rio carrega.
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